CRM-PB Entrevista: Dr Franklin Trindade

 

A rotina do médico residente geralmente é estressante, com uma quantidade extensa de tarefas, sendo necessário foco, determinação e paciência. Ao se formar em Medicina no Unipê, em João Pessoa, o médico Franklin Trindade escolheu a residência em Ortopedia e Traumatologia, no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, pela Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba. “A residência médica é praticamente uma nova graduação, em um intervalo de tempo bem menor. Mas é preciso conciliar a rotina da formação com as atividades da vida pessoal, para nos mantermos saudáveis do ponto de vista físico e mental”, afirma.

 

Atualmente com 37 anos, Franklin, além de médico, é Bacharel em Direito, em Segurança Pública, com especialização em Direito Administrativo e Gestão Pública. Trabalha na Polícia Militar da Paraíba e no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. “Sou policial militar há 19 anos. Mas, hoje, o encanto pela Medicina e pela Ortopedia são evidentes. Consigo atuar também na PMPB na função de médico, prestando assistência em saúde aos amigos policiais”, diz Franklin.

 

Na entrevista a seguir, além de falar de suas escolhas profissionais, relata os desafios e conquistas do médico residente e ressalta também a importância dos últimos anos da graduação em Medicina, aconselhando os novos colegas que, em breve, se formarão. “Seja sempre um voluntário do aprender. A formação médica tem esta função de proporcionar o aprendizado”, ressalta.

 

Quais são os principais desafios e conquistas do médico que está fazendo Residência?

Principais desafios: Adquirir todas as competências necessárias para se tornar um bom médico especialista na área a qual você se propôs a seguir, tendo em vista a residência médica ser praticamente uma nova graduação, num intervalo de tempo bem menor. Bem como, conciliar a rotina da formação com as atividades da vida pessoal, de maneira que você possa se manter saudável do ponto de vista físico e mental.

Conquistas: Perceber a evolução na sua curva de aprendizado, receber esse feedback dos seus preceptores, colegas, funcionários do seu serviço…  Isso te faz sentir que você está no caminho certo; que todo esforço está valendo à pena e serve de motivação.

 

Quais motivos o levaram a escolher a especialização em Ortopedia e Traumatologia?

Difícil explicar… O que primeiro chamou minha atenção foi a anatomia do sistema locomotor, que se relaciona intimamente com a Ortopedia. Fato é, que a partir disso busquei entender melhor e ter contato com a rotina dessa especialidade. Desde então, posso dizer que todos os dias acordo mais convicto de que fiz a escolha certa.

 

O que o fez escolher a Medicina? O sr já era policial militar antes de se tornar médico. Como conciliar as duas carreiras?

Sim, também sou policial militar há 19 anos. Atualmente sou Major da Polícia Militar da Paraíba (PMPB). Confesso que nunca foi um sonho ser médico. A escolha pela medicina foi por enxergar nessa profissão uma oportunidade de melhorar a realidade financeira da minha família, conciliando as duas carreiras. Mas, obviamente que hoje, o encanto pela medicina e, principalmente, pela ortopedia, tornaram-se evidentes. Durante a graduação em medicina, eu precisei trabalhar numa função que me permitisse realizar plantões noturnos. Agora, já como médico, consigo atuar também na PMPB na função de médico, prestando assistência em saúde aos amigos policiais.

 

Como é o seu dia a dia, sua rotina de trabalho?

A rotina exige bastante… durante a semana, participo das atividades da residência: cirurgias, ambulatórios, visitas de enfermaria, discussão de casos clínicos e aulas. Tudo isso numa carga horária bem intensa. Além disso, assisto os amigos policiais nas demandas de saúde necessárias. Finais de semana tento priorizar momentos de lazer com meus filhos e minha esposa.

 

Quais conselhos o sr daria ao estudante que está finalizando o curso de Medicina? Como se preparar para ser um médico especialista?

O conselho inicial é algo que sempre faço questão de salientar: priorizem sua formação médica generalista. O contato com as especialidades é importante. Mas a fase final do curso, o internato, vai te proporcionar adquirir habilidades que serão fundamentais na vida como médico. É na residência médica que você aprenderá uma especialidade. Além disso, seja sempre voluntário para aprender. Não tenha medo. A formação médica tem exatamente essa função: proporcionar o aprendizado. Quanto à preparação para ser um médico especialista, eu diria que funciona como uma corrida. Uns chegam primeiro, outros um pouco depois. Mas todos que não desistirem e não pararem, chegarão! Portanto, mantenha-se focado nos estudos. Mesmo nas adversidades, não desanime. Pois sua vitória vai chegar!

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