O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) instaurou sindicância para apurar a atuação de quatro médicos vindos do Rio de Janeiro que estão trabalhando no Hospital Regional de Patos desde a última segunda-feira (4), mas não têm registro profissional no Estado. De acordo com o Código de Ética Médica, o médico não pode receitar, atestar ou emitir laudos sem a identificação de seu número de registro no conselho regional de medicina onde estiver trabalhando.

 Para atuar em outro estado que não o que o médico tem inscrição primária, o profissional deve solicitar, pelo menos, uma inscrição provisória ou fazer seu registro no estado em que esteja trabalhando. “Caso não siga este procedimento, está exercendo a Medicina ilegalmente”, destacou o corregedor do CRM-PB, José Mário Espínola.

 “Os médicos serão notificados e já instauramos o processo de sindicância. Recebemos a denúncia, fizemos a fiscalização e foi constatado que esses profissionais estão trabalhando ilegalmente, já que não solicitaram o registro no Estado em que estão trabalhando”, completou o corregedor do CRM-PB.

 No início desta semana, os médicos da cidade de Patos, no Sertão paraibano, deixaram de realizar os plantões no Hospital Regional, após frustrada negociação com a Secretaria Estadual de Saúde, sobre as precárias condições de trabalho e reajuste salarial. Logo após, foram contratados os médicos do Rio de Janeiro, sem o devido registro no conselho estadual.

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