A Secretária de Saúde confirmou ontem a terceira morte provocada pela gripe A no Estado. A vítima foi uma mulher de 29 anos, puérpera, moradora de São José dos Ramos e que foi atendida na Maternidade Cândida Vargas, no dia 21 de dezembro último. A gerente de Resposta Rápida da SES, Diana Pinto, lembrou que a amostra coletada da paciente passou pelo primeiro teste no Laboratório Central do Estado (Lacen) e o resultado deu negativo. “Mesmo assim, encaminhamos a amostra para o IEC retestar, como fazemos com todas que coletamos. No caso dessa paciente, o teste era um ‘falso negativo’ e o IEC confirmou a presença do H1N1 na amostra, através de outro tipo de exame”, afirmou. A epidemiologista reforçou que o resultado do exame não interfere na assistência e tratamento do paciente. “O paciente recebe a medicação (oseltamivir) e todo o tratamento de acordo com a clínica que apresenta. O exame é somente para que o comportamento do novo vírus seja monitorado. No caso dessa parturiente, sabemos que ela foi atendida na Cândida Vargas e, logo após ter parido, apresentou os sintomas e foi transferida para o Santa Isabel, com cianose e tosse. A paciente chegou a receber a medicação”, explicou. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) recebeu os resultados de 27 amostras processadas pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém-PA, e atualizou o banco de dados da influenza A na Paraíba. Desde o surgimento da nova gripe, o Estado notificou 169, sendo que 24 foram confirmados, 135 descartados e 10 estão em investigação. Segundo Diana Pinto, os outros quatro casos confirmados são, na verdade, notificações antigas, que foram feitas entre os meses de setembro e outubro últimos e todos os pacientes evoluíram para a cura, como acontece na maioria dos casos de gripe A. Ela ressaltou que a taxa de mortalidade na Paraíba é 0,08 para cada 100 mil habitantes, quase dez vezes mais baixa do que a do País (0,35/por 100 mil). Desde agosto, a SES não registrava casos da doença. “Isso não significa que o vírus não esteja circulando ou que as pessoas não estejam adoecendo. O que ocorre é que não estamos fazendo vigilância de todos os casos, apenas dos casos graves, como manda o protocolo do Ministério da Saúde”, disse a epidemiologista Diana Pinto. O diretor administrativo do Lacen, Francimar Veloso, disse que o exame feito pelo Lacen é o de imunofluorescência indireta, que detecta se há vírus da influenza A ou B na amostra coletada. Data: 13/01/2010 Seção: Últimas Veículo: Correio da Paraíba

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