Por Dr. Fábio Martinez de Melo
MÉDCO CRM-PB: 5325
Urologia RQE: 2555
Cirurgia Geral RQE Nº: 2370
Coordenador do Programa Robótico do Hospital Napoleão Laureano
Em 2026, a cirurgia robótica se consolidará como um dos pilares da medicina moderna, sendo marcado por uma democratização tecnológica sem precedentes. Isso porque há previsão para ainda neste ano, a cobertura de algumas cirurgias robóticas, como por exemplo, a prostatectomia radical, tanto pelo SUS quanto por planos de saúde. Além disso, com a quebra da patente da plataforma pioneira, Da Vinci, novos players estão surgindo, com provável redução dos custos, e consequente ampliação dos centros robóticos.
Os benefícios desta tecnologia são inegáveis, tanto para o paciente como para a equipe médica:
⁃ Precisão e visão: o cirurgião opera num console com visão tridimensional(3D) de alta definição e consegue identificar e preservar estruturas anatômicas mais precisamente que a olho nu. Além de uma melhor ergonomia e filtro de tremores.
⁃ Melhor recuperação: incisões milimétricas, menor sangramento, menos dor pós-operatória proporcionam recuperação mais breve.
⁃ Funcionalidade preservada: isso é bastante evidente na minha especialidade, urologia, onde na prostatectomia radical conseguimos preservar melhor os nervos da ereção e a musculatura da continência urinária.
Embora a cirurgia robótica tenha tido maior destaque inicial na urologia, hoje é empregada com sucesso em diversas especialidades como ginecologia, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia torácica e cardiovascular.
Apesar do crescimento exponencial das plataformas robóticas no Brasil, que se consolida como maior destaque da América Latina, ainda há muitos desafios, como o alto custo de implantação, a necessidade de treinamento especifico e atualização não só do cirurgião, como de toda equipe envolvida.
A cirurgia robótica não veio para substituir o médico, mas ser um instrumento para a melhor prática cirúrgica.