Por Dr. Sebastião Costa
MÉDICO CRM-PB: 1630
Pneumologia RQE Nº: 4386
Medicina Preventiva e Social RQE Nº: 603
Tem novidade no mundo das viroses!
‘Nasceu’ lá do outro lado do mundo, mais precisamente na Austrália, invadiu a Europa e o continente asiático, aterrissou na América do Norte pelo México e chegou ao Brasil através do aeroporto de Belém do Pará em voo direto da Austrália. Em novembro de 2025, o Laboratório Central do Estado do Pará (LACEN-PA) confirmou oficialmente a primeira notificação no país dessa virose produzida pelo vírus influenza H3N2, subclado K.
Vamos entender
Informe-se de início que não se trata de um novo vírus, como por exemplo o Sars Cov-2 que foi gerado lá na China e invadiu o mundo a partir do ano de 2020, deixando um rastro de 14,9 milhões de mortes durante a pandemia da covid nos anos 2020/2021.
O vírus influenza todo ano faz um giro ao redor do mundo e aporta no Brasil lá pelos primeiros meses do ano promovendo a síndrome gripal, cujos sintomas joga o adulto numa cama e a criança não frequenta a escola.
Existem quatro tipos do vírus Influenza – A,B,C,D
Quem promove essa virose sazonal que o Ministério da Saúde recomenda a vacinação anual em idosos, crianças e pacientes com comorbidades é o tipo A que tem vários subtipos a depender da distribuição das proteínas Hemaglutinina e Neuraminidase em sua superfície.
Os subtipos mais importantes do ponto de vista de gerar epidemias são o H1N1 (Gripe espanhola 1918-1919 com 40 milhões de mortes), o H3N2 responsáveis pelo sintomas gripais que incomodaram muitos brasileiros em 2025. E é exatamente o H3N2 que está deixando a Organização Mundial da Saúde e os sistemas de vigilância em todo mundo mais preocupados e atentos. É que ele sofreu mutações e desenvolveu o subclado K, uma variante genética que pesquisas e estudos iniciais indicam que o seu potencial de produzir uma infecção mais agressiva com maior comprometimento na qualidade de vida e riscos de morte ainda não se confirmaram.
Mas, já se tem conhecimento de sua maior capacidade de disseminação com um maior poder de transmissibilidade. Significa que neste ano MUITO MAIS brasileiros deverão conviver durante 03 a 07 dias com febre alta e persistente, tosse seca, muita dor no corpo, fadiga intensa e insuficiência respiratória. Sintomas que muitas vezes necessitam de hospitalização, com riscos evidentes de visita à UTI ou ao necrotério. Informando que os boletins epidemiológicos de 2025 apontam para um aumento importante da mortalidade pelo vírus da influenza, superando inclusive, os óbitos promovidos pela Covid.
Considerando que mais casos da gripe K já foram identificados no Mato Grosso do Sul, há de se convir, portanto, que os cuidados com idosos, crianças, portadores de cardiopatia, diabetes, insuficiência renal, enfisema, asma e os imunodeprimidos precisam ser redobrados e que neste
ano de 2026 mais do que nunca, a vacinação contra a Influenza precisa ser observada com absoluta consciência e responsabilidade em todas as pessoas inseridas nos grupos definidos pelo Ministério da Saúde.