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Por Dr. João Modesto Filho

MÉDICO CRM-PB: 973

Endocrinologia e metabologia RQE: 1026

Medicina nuclear RQE: 2304

(Área de atuação: Densitometria Óssea – RQE: 3753)

 

A osteoporose é uma condição silenciosa que afeta cerca de 40% das mulheres após a menopausa. Ela se caracteriza pela perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas, mesmo após pequenos traumas. Fraturas do quadril, da pelve e da coluna vertebral estão entre as mais graves, podendo causar dor crônica, perda de autonomia e da qualidade de vida e até aumento do risco de mortalidade. Após a menopausa, a perda óssea pode variar bastante. Algumas mulheres perdem cerca de 0,5 a 1% de massa óssea por ano, enquanto outras chegam a perder de 3 a 4% anualmente. Em uma década, isso pode significar uma redução de até 40% do chamado capital ósseo, tornando a prevenção fundamental desde os primeiros anos do climatério.

 

A base da prevenção da osteoporose é não medicamentosa e inclui hábitos de vida saudáveis. A alimentação tem papel central. Diversos estudos mostram que o consumo adequado de cálcio está diretamente relacionado à redução do risco de osteoporose. Recomenda-se ingerir de dois a três produtos lácteos por dia, dando preferência aos fermentados, como iogurte e queijo, que apresentam maior impacto positivo sobre os ossos. As proteínas, tanto de origem animal quanto vegetal, também são essenciais para a saúde óssea. A orientação geral é consumir cerca de 0.8 a 1.0 grama de proteína por quilo de peso corporal por dia, a depender das necessidades individuais. Além disso, a prática regular de atividade física é um dos estímulos mais importantes para manter ossos fortes.

 

Atividades que envolvem o contato dos pés com o solo como caminhar, correr, praticar caminhada nórdica, tênis, etc, são especialmente benéficas. Isso ocorre porque os músculos como que “puxam” os ossos durante o movimento, estimulando-os a se fortalecerem, de acordo com a chamada teoria do mecanostato. Músculos e ossos também se comunicam por meio de substâncias liberadas durante o exercício, favorecendo a saúde do esqueleto. Outras medidas importantes incluem evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, hábitos sabidamente prejudiciais aos ossos. Em mulheres na pós-menopausa, a suplementação de vitamina D pode ser indicada, especialmente quando há deficiência comprovada.

 

Em alguns casos, o tratamento hormonal da menopausa pode ajudar a impedir a perda óssea e reduzir o risco de fraturas, desde que a relação benefício-risco seja cuidadosamente avaliada com o médico. Já os medicamentos específicos contra a osteoporose costumam ser reservados para mulheres mais velhas ou para aquelas que já apresentam fraturas ou osteoporose diagnosticada por densitometria óssea. Por isso, recomenda-se a realização da densitometria óssea em torno dos 60 anos ou antes, em mulheres com fatores de risco. Identificar precocemente a perda óssea permite agir a tempo e preservar a saúde dos ossos ao longo da vida.

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