Uma mulher foi presa em João Pessoa, nesta quinta-feira (27), suspeita de realizar procedimentos invasivos estéticos privativos da Medicina. A prisão aconteceu enquanto a suspeita atendia mais uma paciente, na capital paraibana. Seis pacientes já registraram denúncias.
Conforme divulgado pela Polícia Civil, a mulher informava às pacientes que aplicaria ácido hialurônico e bioestimulador de colágeno na região dos glúteos, mas a investigação apontou que era aplicado soro fisiológico, ar e silicone de construção. Nas redes sociais, a suspeita se apresentava como “Doutora”, “rainha da harmonização glútea”, “referência em harmonização glútea” e “especialista em harmonização corporal e facial”.
Pacientes relataram que passaram mal durante os procedimentos, a região apresentou inchaços, hematomas, inflamações, além de outras complicações de saúde. Uma das pacientes teve que passar por procedimentos cirúrgicos de emergência, após as complicações.
De acordo com a Lei do Ato Médico, procedimentos invasivos são privativos da medicina. “Injeção de substâncias, implantes, anestesias ou outras intervenções devem ser realizados por médicos devidamente habilitados, em ambiente adequado, com normas sanitárias e de segurança”, explicou o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza.
Ele acrescenta que intervenções estéticas podem ocasionar complicações graves, como infecções, necrose tecidual, lesões vasculares, reações adversas, deformidades e outras situações que exigem diagnóstico rápido, tratamento adequado e capacidade técnica para manejo das intercorrências.
“Antes de se submeter a qualquer procedimento, o cidadão deve verificar a qualificação do profissional, sua habilitação legal e, quando se tratar de médico, sua inscrição regular no Conselho Regional de Medicina”, esclarece Bruno Leandro. A consulta pode ser feita na internet, pelo “Busca Médico” dos Conselhos Regionais de Medicina. Em casos suspeitos de falsos médicos, a denúncia deve ser feita à polícia ou ao CRM-PB.