O VI Fórum da Comissão de Integração do Médico Jovem do CFM foi encerrado nesta quarta-feira (13), com a “Carta de Campina Grande”, um documento com propostas para o fortalecimento da pauta do médico jovem no sistema conselhal. O evento foi realizado na cidade paraibana, nos dias 12 e 12 de maio e contou com a presença da diretoria do CFM e do CRM-PB, além de médicos, residentes e estudantes.
Dentre os principais encaminhamentos da Carta estão a criação de um observatório nacional sobre formação e mercado de trabalho, ampliação do debate sobre residência médica, enfrentamento da violência e da precarização no ambiente profissional, além de ações voltadas à saúde mental, ao uso ético da inteligência artificial e à orientação para o início da carreira médica. Cerca de 41% dos 682 mil médicos ativos no País têm até 10 anos de formado.
A carta também propõe fortalecer a integração latino-americana dos médicos jovens, em articulação com a Confemel, promovendo cooperação, intercâmbio e produção de dados regionais. O texto destaca que o médico jovem brasileiro já ocupa papel central na assistência à população, atuando em plantões, unidades básicas de saúde, emergências, hospitais, residências médicas, consultórios, pesquisas e entidades médicas. “O médico jovem não é apenas o futuro da medicina brasileira. Ele já é parte decisiva do presente”, afirma o documento.
O presidente do CRM-PB e coordenador da Comissão de Integração do Médico Jovem do CFM, Bruno Leandro de Souza, reforçou que o protagonismo dos médicos jovens deve ir além da atuação assistencial. “Empreender na medicina não significa mercantilizar o ato médico. Toda iniciativa profissional deve respeitar os limites éticos definidos pelo CFM, preservar a dignidade da profissão, proteger a relação médico-paciente e manter o cuidado como finalidade maior da atividade médica”, afirmou.


















