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Por Dr. Rafael Lara

MÉDICO CRM-PB: 8784

Ortopedia e Traumatologia RQE: 4242

 

Queixa frequente de atendimento nos consultórios ortopédicos e urgências médicas, as dores articulares vêm interferindo na vida das pessoas ao redor do mundo. São várias as causas e prevalência em diferentes faixas etárias, entretanto, com maior impacto nos idosos.

 

Osteoartrose (ou osteoartrite) é a doença articular mais prevalente no Brasil, afetando cerca de 33% da população acima de 25 anos em algum grau. Nos joelhos, a condição é uma das principais causas de incapacidade funcional, especialmente em mulheres e idosos de acordo com as diretrizes e dados do Ministério da Saúde e do DATASUS(2025).

 

Por sua vez, nos Estados Unidos da América, pela primeira vez na história, o número de adultos idosos (65+) superou o número de crianças (menores de 18 anos) em 11 estados e em quase metade de todos os condados dos EUA (U.S. Census Bureau – Junho 2025), o que em outras palavras, chama atenção para o impacto das dores articulares causando limitação funcional, perda da independência, sobrecarga emocional e o elevado custo de tratamento e assistência previdenciária.

 

Quadro comparativo do perfil etário BRASIL/EUA.

Indicador Estados Unidos (2025) Brasil (2025 – Est. IBGE)
Perfil Etário Formato de “Pilar” (Estável) Formato de “Pera” (Estreitando na base)
Idosos (65+) ~18,0% ~11,5% a 12%
Crianças (<18) 21,5% ~23%
Tendência Envelhecimento consolidado Envelhecimento acelerado

 

Em destaque na articulação do joelho, a osteoartrose (gonartrose) é uma doença degenerativa crônica caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem articular, acompanhado de alterações no osso subcondral e inflamação sinovial.

 

O quadro clínico envolve dor mecânica, rigidez matinal e redução da mobilidade.

 

Abordagens de Tratamento

A linha de cuidado do Ministério da Saúde prioriza a progressão do conservador para o invasivo:

Conservador (1ª Linha): Fisioterapia para fortalecimento do quadríceps, perda de peso (fundamental para reduzir a carga articular) e uso de analgésicos (paracetamol/dipirona) ou anti-inflamatórios em crises agudas. A acupuntura e o uso de órteses também são recomendados para alívio sintomático. Diretrizes de reabilitação enfatizam que o exercício terapêutico é o “padrão ouro” não cirúrgico para o manejo da gonartrose. O objetivo não é apenas reduzir a dor, mas estabilizar a articulação através do suporte muscular.

Cirúrgico: Indicado quando o tratamento clínico falha e há grave perda da qualidade de vida. Inclui a artroscopia (para limpeza de debris), osteotomias (realinhamento do eixo ósseo) e a artroplastia total de joelho (substituição por prótese).

 

Entre 2012 e 2021, o SUS registrou cerca de 65.602 artroplastias primárias de joelho. Considerada por escores funcionais, uma das cirurgias com melhores resultados impactando positivamente a qualidade de vida.

 

Prevenção e Terapias Promissoras

A prevenção foca no controle do IMC e na prática de exercícios de baixo impacto para manter a estabilidade articular. Como fronteiras terapêuticas, destacam-se:

  1. Viscossuplementação: Injeção intra-articular de ácido hialurônico para melhorar a lubrificação.
  2. Medicina Regenerativa: Pesquisas com Plasma Rico em Plaquetas (PRP) e células-tronco para modular a inflamação.
  3. Cirurgia Robótica: Uso de braços robóticos para maior precisão milimétrica na colocação de próteses, acelerando a recuperação pós-operatória.

 

Visto isso, a osteoartrose é um problema de saúde pública mundial, e em especial, o joelho que é a articulação mais comprometida. O tratamento continua sendo desafiador e requer profissionais certificados e qualificados, tanto no manejo clínico quanto cirúrgico.

 

 

 

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