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Por Dr. Sebastião Costa

MÉDICO CRM-PB: 1630

PNEUMOLOGIA RQE: 4386

MEDICINA PREVENTIVA E SOCIAL RQ:E 603

Membro da Câmara Técnica de Pneumologia do CRM-PB

 

Asma e rinite alérgica são irmãs gêmeas. Se desenvolvem se alimentando numa mesma fonte: contatos com ácaros e fungos (mofo). O ácaro tem hábito noturno, adora uma escuridão. Já o fungo curte mesmo é um ambiente com muita umidade.

 

Chuvas atraindo o frio, quarto de dormir fechado, o escuro e a umidade a estimular a proliferação daqueles microrganismos. Precisa acrescentar que a luz do sol é sempre muito bem-vinda no quarto do alérgico?

 

Há de se informar que ácaros e fungos quase sempre habitam o mesmo espaço. É que um deles, o fungo, participa da rotina dietética do outro, o ácaro. Os dois se abrigam com muita frequência no guarda-roupa e estão presentes em travesseiros, colchão, lençóis, especialmente os ácaros que se alimentam também de escamas de pele das pessoas, abundante em todas as camas.

 

E é na calada da noite que chegam com toda força os espirros, coriza, coceira no nariz, obstrução nasal, sintomas característicos da rinite alérgica. Muitas vezes associados à tosse, secreção, chiado e a dispneia da asma brônquica.

 

Lembrando que a tosse seca pode ocorrer isolada, produzida diretamente pela reação alérgica, mas muitas vezes pelo gotejamento pós-nasal das secreções (caindo na garganta) produzidas pelo processo alérgico e acumuladas no nariz e seios paranasais (cavidades localizadas por trás do nariz) onde ocorre a sinusite.

 

À noite, o quarto repleto de ácaros e fungos, o paciente deitado, aumentando naturalmente o gotejamento pós-nasal e a tosse insistente, impertinente a incomodar o sono de crianças e adultos com rinossinusite alérgica

 

Nesse período chuvoso, há de se incluir também no rol de determinantes da cascata alérgica, as mudanças bruscas de temperatura, produzindo com muita frequência os sintomas acima referidos em pessoas geneticamente predispostas.

 

Importante ainda referir que esse período de tempos mais frios coincide com a chegada das viroses respiratórias com sintomas que se confundem com a rinite alérgica – espirros, coriza, obstrução nasal, tosse.

 

E como distinguir a doença alérgica da infecção? Febre, indisposição, dores musculares incomoda muito o paciente que adquiriu através de um contato a virose respiratória. Já na alergia, vamos encontrar uma base genética, os sintomas tendem a ser recorrentes e nunca vai surgir febre ou indisposição. O sintoma que mais caracteriza a rinite alérgica é a coceira no nariz, olhos, garganta…

 

Objetivamente, no diagnóstico da virose respiratória é indispensável investigar o contato com outro paciente sintomático e a presença de febre, febrícula, calafrios. Na alergia respiratória, sempre vai existir outros membros familiares com história recorrente de tosse, espirros, coriza, obstrução nasal, prurido e em alguns casos, presença de dispneia, chiado no peito, opressão torácica, sintomas característicos da asma brônquica, que compõe juntamente com a rinite as duas patologias da alergia respiratória.

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