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Dra. Eugênia Montenegro
MÉDICA CRM-PB: 5248
Pediatria RQE: 5693
Área de atuação: Endocrinologia Pediátrica RQE: 3035

 

A Obesidade Infantil já é considerada uma epidemia mundial, alcançando números cada vez mais alarmantes em todo o mundo, em nosso país e também em nosso estado. Uma a cada 3 crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade já apresentam sobrepeso, sendo a incidência maior no sexo masculino. De cada 5 crianças obesas, 4 permanecerão obesas na vida adulta, o que nos faz descruzar os braços, no tocante às decisões terapêuticas a serem adotadas.

 

A mais conhecida e temível associação de prejuízos sistêmicos recebeu a denominação de Síndrome Metabólica e se caracteriza por hipertensão arterial, hipertrigliceridemia, redução do HDL colesterol e resistência à insulina. Além dos sinais e sintomas visíveis e facilmente detectáveis no corpo da criança e do adolescente, o impacto sócio-afetivo não pode ser negligenciado, pois são pacientes que tendem ao isolamento social, dificuldades de relacionamento interpessoal, queda do rendimento escolar, com forte predisposição à depressão.

 

Dentre as medidas não farmacológicas, ressaltamos hábitos que iniciam desde o período neonatal, como o estímulo ao aleitamento materno exclusivo, até o sexto mês de vida e um desmame subsequente, com a preocupação em ofertar, ao longo da infância, uma alimentação mais rica em proteínas, fibras, frutas, legumes, ingesta balanceada de carboidratos e lipídeos, pobre em gorduras saturadas, doces e guloseimas.

 

O papel do pediatra geral, na boa prática da Puericultura, que marca a atenção às curvas antropométricas e tem a oportunidade de flagrar em que momento inicia uma inversão do ganho pondero-estatural, com o predomínio do peso, em detrimento ao crescimento da criança e já adota uma conduta proativa e firme, no alerta contra o desencadear da obesidade, é de fundamental importância.

 

Não menos relevante que a reeducação alimentar está a prática regular de atividades físicas, quer sejam as programadas (natação, vôlei, basketball, handball, futebol, beach tênis, funcional, academia…), ou as não programadas (caminhadas no bairro, subir/descer lances de escada, pedalar, pular corda, dançar…), reduzindo assim, o tempo gasto diante de telas de eletrônicos, ao longo do dia.

 

Quando adentramos na realidade do adolescente, em especial os maiores de 12 anos, além do controle da ansiedade e compulsão alimentar, fomos mais recentemente “autorizados” a utilizar medidas farmacológicas, como os análogos do GLP-1, em suas apresentações diária ou semanal.  O artigo “Once-Weekly Semaglutide in Adolescents with Obesity” publicado no New England Journal of Medicine (NEJM, dezembro de 2022) relata os resultados do ensaio clínico STEP TEENS, que avaliou o uso de semaglutida 2,4 mg semanal, em 201 adolescentes com obesidade, em conjunto com mudanças de estilo de vida e concluiu uma redução do IMC e do peso corporal, além da melhora de parâmetros cardiometabólicos, com perfil de segurança similar ao observado em adultos.

 

Por todo o exposto, percebemos que a abordagem da Obesidade Infanto Juvenil é multiprofissional, tendo como atores deste cenário de condutas: o pediatra, endocrinopediatra, nutricionista, psicólogo e educador físico. Os resultados são gratificantes e encorajadores. Então sigamos, promovendo uma melhor qualidade de vida aos nossos pequenos pacientes e protegendo o seu amanhã!

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