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Por Dr. Sebastião Costa

MÉDICO CRM-PB: 1630

PNEUMOLOGIA RQE: 4386

MEDICINA PREVENTIVA E SOCIAL RQ:E 603

Membro da Câmara Técnica de Pneumologia do CRM-PB

 

Fuzis, metralhadoras, bombas e bazucas retiraram do nosso convívio 63 milhões de viventes durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.

Já as toxinas do vírus Influenza em apenas dois anos promoveram durante a pandemia da Gripe Espanhola a maior concentração de mortalidade que se tem notícia da face da terra: 40 milhões de viventes foram transferidos para o outro mundo nos anos 1918-1919.

 

Junte-se todos os fuzis, metralhadoras, bombas e bazucas das duas grandes guerras com as toxinas do Influenza e confronte-se com o benzopireno, aldeídos, formaldeíldos, amônia, monóxido de carbono, níquel, substâncias radioativas, polônio 210, arsênio, a nicotina… da fumaça do cigarro na sua capacidade de promover mortalidade.

 

Vamos racionalizar: A pandemia do vírus acabou em 2019; a primeira guerra Mundial teve início em 1914 e a paz da segunda Guerra foi comemorada em 1945. Numa conta simples e vai-se observar que essas três tragédias ocorreram num intervalo de 31 anos.

Considerando que a fumaça do cigarro retira todo ano do nosso convívio cerca de 8 milhões de notínico-dependentes, vamos concluir que no espaço de 31 anos aquelas substâncias produtoras de Infarto do miocárdio, enfisema pulmonar, câncer de pulmão e outras 50 patologias, apresentam um potencial mortífero muito mais elevado do que as toxinas do vírus Influenza em conjunto com bombas, bazucas e as balas de fuzis e metralhadoras das guerras mundiais.

 

Com um detalhe cruel: O maior assassino que se tem notícia na história da humanidade segue por aí livre, leve e solto a produzir muita hipertensão, muitas tromboses, infartos e  AVCs; jogando em pulmões indefesos muitos enfisemas e bronquites; e as mais de sessenta substâncias cancerígenas promovendo um festival de carcinomas na boca, laringe, esôfago, útero, ovário, pulmão… e muitas mortes e choros e sofrimentos.

 

Ponha-se ainda nessa conta os imensos prejuízos aos cofres do Serviço Público (153 bilhões/ano) e o ataque ao orçamento das operadoras de saúde.

 

É portanto, muito sensato que, lembrando do último domingo (31 de maio), Dia Mundial Sem Tabaco, a sociedade adquira a consciência de que é indispensável se refletir sobre a necessidade de ampliar o combate ao tabagismo para além das ONGs e agentes de saúde. É indispensável que professores e pais de jovens, políticos comprometidos com o bem-estar da população, gestores de Planos de Saúde e todo cidadão com alguma sensibilidade social possa oferecer sua contribuição para reduzir as muitas mortes, os muitos choros e os muitos sofrimentos promovidos pelo maior ASSASSINO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE!!!

 

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